Zaro disse:

Construindo uma piada - o “Bafon-Aécio”

Armamento contra piada sem graça...

Sempre que alguém me conta uma piada, imagino como nasceu a ídeia. O argumento para a ‘graça’…
O cara começa: “3 tomates atravessando a rua..” - E na minha cabeça eu crio o cenário aonde começou essa piada;
um bêbado sentado em frente a feira, vê os tomates caindo da sacola de uma dona de casa rolando pela rua.
Ele reproduz a voz de cada um dos tomates que enfrentam seu destino cruel e gargalha sozinho… Muaaahahahah! splash.

… Ok, eu sei, eu vou longe, mas esse prefácio é pra contar de uma piada que eu presenciei começar aqui mesmo, na internet.
Nesse final de semana começou a rolar um boato/bafon sobre o Aécio em blogs e twitters meio ‘desconfiáveis’…
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2/11/2009 as 21:58 5 comentários »


Gabriel de Azevedo disse:

Fofoca e eleição 2010: o caso Aécio

O arqueiro que dispara uma flecha sabe que não tem como fazê-la recuar ao arco. Com o jornalista tarimbado e responsável acontece algo semelhante, principalmente quando se trata da flecha da calúnia. Na noite do último domingo (01/11/2009), o jornalista Ricardo Noblat, autor do blog político de maior audiência no Brasil, escreveu quatro comentários seguidos no seu twitter (@BlogdoNoblat). Era para tratar de um assunto que havia pipocado durante aquele dia na rede social mais em voga atualmente. No limite dos 140 caracteres de cada post, Noblat contou o seguinte:

Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.

Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.

“Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político,” me disse Letícia. Aécio não quis comentar.

Letícia disse mais: “isso me parece exploração política.” Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

De fato, o petista Ricardo Berzoini (@RicardoBerzoini) havia publicado três comentários, também seqüenciais, reproduzindo as acusações veiculadas naquele dia pelo jornalista Juca Kfouri, em seu blog e em seu twitter. Coube a Berzoini se explicar logo em seguida:

O Sergio Guerra, presidente do PSDB, me ligou assegurando que é falsa essa notícia do Aécio, publicada no blog do Juca Kfouri.

Creio que assuntos desse tipo devem ser sempre bem apurados, para evitar que se cometam injustiças. Kfouri é um jornalista experiente.

Mas as versões de fatos sempre podem ser apimentadas pelas supostas testemunhas. Cabe ao jornalista avaliar suas fontes.

É inacreditável, mas quem quiser pode conferir os fatos no twitter de ambos. Presidente de um grande partido brasileiro e político calejado, com décadas de militância, Ricardo Berzoini reproduziu um ataque sem qualquer fundamento à reputação de Aécio Neves, potencial adversário da petista Dilma Roussef na disputa eleitoral de 2010. Momentos depois, afirmou, candidamente, que “assuntos desse tipo devem ser sempre apurados, para evitar que se cometam injustiças”, pois “as versões dos fatos podem se apimentadas pelas supostas testemunhas”.

Se realmente acredita nesse procedimento, por que, então, Berzoini não apurou melhor antes de passar adiante a história fantasiosa?

A resposta é simples: a internet virou uma máquina de triturar reputações, e salve-se quem puder. O comportamento do presidente do PT é típico dessa nossa era dos vorazes liquidificadores digitais. Antes, uma fofoca nascia numa roda de comadres, amigos ou colegas de trabalho e podia levar semanas para chegar a uma coluna social. Publicada, contudo, manteria seu status de fofoca – o tempero da vida, como alguém já disse – e não mais que isso. Hoje, com a velocidade dos blogs, do Orkut e do twitter, tornou-se muito fácil plantar fofocas na internet e ter uma colheita garantida de malefícios contra a reputação alheia.

No mundo da internet, não há a menor relevância se uma fofoca não vier a ser comprovada. Na seara digital, poucos são os que se dispõem a fazer como Ricardo Noblat, que entrevistou seis pessoas presentes na festa da Calvin Klein no hotel Fasano. Depois de localizar e conversar com elas, Noblat saiu de mãos abanando, mas pelo menos não induziu seus leitores ao erro. E o que fez Berzoini? Ora, a flecha da calúnia escapuliu do seu arco antes da hora… e, agora, paciência!

Noblat e Berzoini tiveram atitudes diferentes, mas não é pelo fato de um ser jornalista e de o outro ser um político. A posição de ambos exige seriedade, respeito a lei, rigor e compromisso com a verdade. Noblat mostrou que está a serviço de seus leitores. Berzoini comprovou que trabalha apenas para tentar demolir a imagem de Aécio Neves, pré-candidato de um partido adversário na corrida presidencial de 2010.

Certamente, foi preciso esforço organizado para fazer uma acusação dessa gravidade contra Aécio andar sem nenhuma comprovação e sustentação nos fatos. Nas redações da imprensa, sabe-se que plantação da história da suposta agressão durou vários dias sem qualquer sucesso. Outros jornalistas receberam a “dica” e, obviamente, correram atrás para tentar confirmar, mas em vão. À semelhança de Noblat, não acharam quem tivesse visto e testemunhado a tal cena. Os onipresentes paparazzi dessa vez não tinham fotos, nem mesmo se tratando de um evento fashion de celebridades, da Calvin Klein no templo do hotel Fasano. Não havia sequer uma mísera “fotinha” de celular, dessas que sempre aparecem em tais ocasiões, tiradas pelos simples mortais.

A ausência de qualquer forma de comprovação impede um boato de virar noticia na imprensa responsável. O que é bom para todo o pais. Mas, nesse caso, a esse argumento, numa absurda inversão de valores, a aparentemente organizada rede de distribuição da acusação responde, nos últimos dias, com um mantra: a imprensa está blindando o assunto! E ponto final. E a morte do ônus da prova!

A politização do assunto é evidente. Governador muito bem avaliado em seus dois mandatos, com uma pré-candidatura muito consistente à Presidência da República, Aécio Neves está sendo vítima de uma campanha orquestrada, que busca transformar uma fofoca sem fundamento em tema da sucessão de 2010, para abalar suas legítimas pretensões de concorrer ao Planalto.

Não é à toa que as acusações buscam atingi-lo naquilo que mais o diferencia de seus adversários Dilma Roussef e José Serra: a simpatia, a delicadeza no trato com as pessoas, o espírito de conciliação. Ao mirar esses atributos inquestionáveis, a reprodução da fofoca tentar transformar Aécio num cara antipático, nivelando-o nesse particular com Dilma e Serra. Sem falar, que se almeja também tirar de Aécio a natural simpatia feminina. Se considerarmos que ainda falta quase um ano para a votação de 2010, os tristes e pesados ataques pessoais que marcaram as eleições de 1989 poderão parecer um mero conto da carochinha diante das baixarias que parecem se anunciar no horizonte da internet. Sir Winston Churchill não conheceu o twitter, mas a frase seguinte cabe em 140 caracteres. “A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças.”

Gabriel Sousa Marques de Azevedo está no twitter @gabrielazevedo.

2/11/2009 as 17:16 23 comentários »


Gabriel de Azevedo disse:

Lições de Tancredo

Nesta semana, o jornalista Augusto Nunes publicou, em seu blog, mais uma das lições que aprendeu com o avô de Aécio, Tancredo Neves, quando esteve ao seu lado, nos últimos anos de sua trajetória política.

Com seus textos, bem temperados e recheados com o humor sofisticado de Tancredo, Augusto Nunes nos leva a pensar no quanto as lições desse personagem fantástico da história do Brasil podem ser aplicadas nos tempos atuais…

Nesta quinta lição, Augusto Nunes nos conta sobre as dificuldades para se atuar na política e saber lidar, ao mesmo tempo, com as intrigas e as condições desfavoráveis criadas por aqueles que temem os processos democráticos.

Quer saber logo qual é a lição?

“Um acordo entre contrários é muito mais difícil do que uma vitória eleitoral”

Vale pensar sobre isso… Depois de tirar daí o recado mais óbvio, interpreto à minha forma, menos simplista e rasa. É preciso entender que muitas vezes os maiores opositores de alguém disposto a trabalhar com seriedade podem ser os que permitem que ele atue, mas dentro de limitações e condições inflexíveis, que essas mesmas pessoas estabelecem, seguindo critérios restritos. Como identificar esses indivíduos? Eles sempre correm por caminhos inversos ao da democracia ampla e da liberdade pessoal… Um acordo entre esses contrários é realmente muito difícil. Foi assim na história registrada por Augusto Nunes…

Para quem quer aprender um pouco sobre a “política do bem”, feita com leveza e uma boa pitada de ironia, sugiro que navegue pelos textos de seu blog:

Lição nº 1 -”Fazer visita é bem melhor que ser visitado”

Lição nº 2 - “Não se tira o sapato antes de chegar ao rio. Nem se vai ao Rubicão para pescar”

Lição nº 3 - “Escolher o adversário, às vezes, é muito mais importante que escolher o aliado”

Lição nº 4 - “Só examine a espuma depois que as ondas pararem de bater”

Lição nº 5 -”Um acordo entre contrários é muito mais difícil do que uma vitória eleitoral”

11/10/2009 as 19:56 Sem comentários »


Gabriel de Azevedo disse:

Um elefante incomoda muita gente - capítulo II

Eu até tentei resistir, mas confesso que não consegui, por isso estou aqui, a comentar mais um dos artigos do jornalista José de Souza Castro. Desta vez me debruço sobre o texto “Um elefante incomoda muita gente”, publicado no blog do professor Fernando Massote – é claro! - e reproduzido pelo Observatório da Imprensa.
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31/08/2009 as 19:59 Sem comentários »


Gabriel de Azevedo disse:

BNDES vai financiar construção de rodovias… na Bolívia

Os usuários das péssimas rodovias federais em Minas Gerais e na totalidade do país – de Norte a Sul, de Leste a Oeste -, como a BR-381, no trecho que liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao Espírito Santo - mais conhecida como a “Rodovia da Morte -, tiveram uma surpresa ao lerem nos jornais de circulação nacional no domingo: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar cerca de 300 milhões de dólares, cerca de 600 milhões de reais, para financiamento de construção de rodovias…. só que na Bolívia, do presidente cocaleiro Evo Morales.
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31/08/2009 as 19:53 Sem comentários »
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