A recaída petistaFonte: Estado de Minas - 21/02/2010 - Artigo de Sacha Calmon* Há resistência às privatizações de portos, aeroportos, estradas de rodagem, trajetos fluviais, trens et caterva Quando Lula assinou a Carta aos Brasileiros, em 2002, a intenção era sossegar a nação ante as ameaças do programa partidário do Partido dos Trabalhadores (PT) e de uma república sindical-socialista de cunho populista. Na prática, o PT teve que adotar, economicamente, o programa social-democrata do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), cuja inspiração vem dos partidos sociais-democráticos da Europa, cujo expoente no Brasil foi Franco Montoro, a explicar a preponderância paulista da agremiação. O Paraná de Richa fez o PSDB forte no estado, como Jereissati, no Ceará. Em Minas, inexistiria PSDB se não fossem Aécio Neves e Antônio Anastasia. O Sul/Sudeste e o Ceará, no Nordeste, são redutos do PSDB. 21/02/2010 as 9:53 Sem comentários » |
Aécio agradece os internautas!25/12/2009 as 11:49 Sem comentários » |
Freud explica (ou Freud explica? ou Será que Freud explica? ou José de Castro e o Estado de Minas)Sigmund Freud já se foi há mais de 70 anos, mas, na condição de “pai da psicanálise”, continua sendo invocado feito um santo padroeiro para explicar aqueles meandros da mente humana que escapam aos princípios da lógica. Um desses desafios é entender a fixação – ou obsessão ou mania – que o jornalista José de Souza Castro tem com o jornal “Estado de Minas” e com o governador tucano Aécio Neves. Ambos são temas recorrentes nos artigos que Castro escreve e publica em sites diversos na internet. Seria mais facilmente compreensível a insistência se ambos, jornal e governador, fossem objeto de estudo sistemático, mas não parece ser o caso. Em seu artigo mais recente, intitulado “Aécio de barbas de molho” e disponível no portal da NovaE, Castro se dedica a listar declarações elogiosas de Aécio ao Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Novidade não há já que as declarações foram públicas e estão disponíveis, como aponta o próprio jornalista, na agencia de notícias do Governo de Minas. Mas, como se sabe, Arruda anda pela bola sete com o vendaval de denúncias de corrupção que irromperam a partir da mais recente operação da Policia Federal. E a intenção de Castro, obviamente, é transformar os elogios de Aécio à administração de Arruda em uma aprovação tácita a tudo que Demista andou aprontando com panetones e caixas de campanha. 25/12/2009 as 11:45 Sem comentários » |
Manhattan Connection - Programa de 20/12/200924/12/2009 as 10:09 Sem comentários » |
Carta de Aécio aos companheiros do PSDBBelo Horizonte, 17 de dezembro de 2009. Presidente Sérgio Guerra, Companheiros do PSDB, Há alguns meses, estimulado por inúmeros companheiros e importantes lideranças da nossa sociedade, aceitei colocar meu nome à disposição do nosso partido como pré-candidato à Presidência da República. Como parte desse processo, defendi a realização de prévias e encontros regionais que pudessem levar o PSDB a fortalecer a sua identidade e integridade partidárias. Assim o fiz, alimentado pela crença na necessidade e possibilidade de construirmos um novo projeto para o país e um novo projeto de País. Defendi as prévias como importante processo de revitalização da nossa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão. Ainda assim, acredito que teria sido uma extraordinária oportunidade de aprofundar o debate interno, criar um sentido novo de solidariedade, comprometimento e mobilização, que nos seriam fundamentais nas circunstâncias políticas que marcarão as eleições do ano que vem. A realização dos encontros regionais foi uma importante conquista desse processo. O reencontro e a retomada do diálogo com a nossa militância, em diversas cidades e regiões brasileiras, representaram os nossos mais valiosos momentos. A eles se somaram outros encontros, também sinalizadores dos nossos sonhos, com trabalhadores, empresários e outros setores da nossa sociedade. Ouvindo-os e debatendo, confirmei a percepção de um País maduro para vivenciar um novo ciclo de sua história. Pronto para conquistar uma inédita e necessária convergência nacional em torno dos enormes desafios que distanciam nossas regiões umas das outras, e em torno das grandes tarefas que temos o dever de cumprir e que perpassam governos e diferentes gerações de brasileiros. Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte de 2010. E as declarações de líderes de diversos partidos nacionais demonstraram que esse era um caminho possível, inclusive para algumas importantes legendas fora do nosso campo. Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o “nós e eles”, que tanto atraso tem legado ao País. Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam. O que me propunha tentar oferecer de novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele… Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições. Quando, em 28 de outubro, sinalizei o final do ano como último prazo para algumas decisões, simplesmente constatava que, a partir deste momento, o quadro eleitoral estaria começando a avançar em um ritmo e direção próprios, e a minha participação não poderia mais colaborar para a ampla convergência que buscava construir. Durante todo esse período, atuei no sentido de buscar o fortalecimento do PSDB. Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar, com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira. Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010. No curso dessa jornada, mantive intactos e jamais me descuidei dos grandes compromissos que assumi com Minas, razão e causa a que tenho dedicado toda minha vida pública. Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro. Independente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil. É meu compromisso levar adiante a defesa intransigente das reformas e inovações que juntos realizamos em Minas e que entendemos como um caminho possível também para o País. Continuarei defendendo as reformas constitucionais e da gestão pública, aguardadas há décadas; a refundação do pacto federativo, com justa distribuição de direitos e deveres; e a transformação das políticas públicas essenciais, como saúde, educação e segurança, em políticas de Estado, acima, portanto, do interesse dos governos e dos partidos. Devo aqui muitos agradecimentos públicos. À direção do meu partido e, em especial, ao senador Sérgio Guerra pelo equilíbrio e firmeza com que vem conduzindo esse processo. Aos companheiros do PSDB, pelas inúmeras demonstrações de apoio e confiança. Manifesto a minha renovada disposição de estar ao lado de todos e de cada um que julgar que a minha presença política possa contribuir, seja no plano nacional ou nos planos estaduais, para a defesa das nossas bandeiras. Aos líderes de outras legendas partidárias, pela coragem com que emprestaram substantivo apoio não só ao meu nome, mas às novas propostas e crenças que defendemos nesse período. Nos reencontraremos no futuro. A tantos brasileiros, pelo respeito com que receberam nossas idéias. E a Minas, sempre a Minas e aos mineiros, pela incomparável solidariedade. Aécio Neves 17/12/2009 as 15:10 2 comentários » |