Oncotô?

Quando eu ouço “NAS MONTANHAS“, é como se eu ouvisse; ‘nas nuvens’, ‘no paraíso’ ou sei lá, num SPA. Muito mais que uma localização, é um estado de espirito.
Subir em um mirante e espiar na vista o mar de montanhas traz um “ê mundão besta” involuntário aos lábios.
Qualquer um que dá uma espiada se perde olhando tão longe no horizonte que acaba pequeno na vastidão.
Olha tão longe que acaba enxergando dentro de si; um exercício de reflexão, paciência e calma, bem na minha janela…
Um dia, o grande mestre Maurício Tizumba me contou de uma diferença histórica/cultural entre o Tambor Mineiro e o Maracatu de Pernambuco; diz a lenda que por estarem no litoral os escravos em pernambuco pegavam os maiores troncos de macaíba para construírem suas alfaias, como uma tentativa de fazer um som tão alto que conseguisse ser ouvido do outro lado do oceano, por seus parentes na África.
Já os escravos que se encontravam em Minas Gerais não viam o mar, tampouco tinham um mapa pra saber em que direção gritar, logo, em seus tambores minúsculos (se comparados às alfaias) eles tocavam ‘para dentro’, pra mente, pras lembranças e pro pensamento.
Foi assim que eu passei a enxergar o ‘Mineiro’. Um ser que se prepara sugando o conhecimento das montanhas, aprendendo a ser grande enquanto se enxerga pequeno. Um cara que se dá ao trabalho de subir ao ponto mais alto da montanha só para ver o inevitável; mais montanhas.
Geografia que serve como lição de vida, que serve de treino pro que der e vier.
Nas Montanhas o verde muda de cor. Fica azul na linha do horizonte, como se fosse água ou céu. Fica amarelo quando o sol pega a vegetação naquele ângulo de fim de tarde. Ocasionalmente fica vermelho, por conta de algum otário que jogou uma guimba de cigarro do carro, e depois disso, fica preto. Vira cinza… Mas só pra ficar verde de novo, pouco tempo depois.
As montanhas superam seus próprios obstáculos e por mais que o homem use e abuse da sua paciência, elas permanecerão.
Você que escalou até aqui, vai ter acesso à informações necessárias para a interação sustentável com o meio ambiente, apresentadas pelo ponto de vista de um “mineiro abusado”, um palhaço que fala muito sério.
Nas montanhas você vai rir - com posts humorísticos diários, vai se informar - com um manual de etiqueta contemporâneo para com o meio ambiente, vai participar - votando em enquetes e assinando petições, e não vai deixar de se surpreender - com tanta novidade que traz o Design das montanhas.
Quando Nas Montanhas, você vai poder gritar e sua mensagem ecoar por ondas através do mar de montanhas e além. Atingir as planícies, os planaltos e até o litoral.
Então sintam-se convidados a pisar na beirada, admirar o que há de melhor no mundo e gritar. Em um BERRO convicto, atravessar as montanhas com uma mensagem verde, divertida e porque não; mineira.
Sem mais ladaínha; Corram!

Sigam aquele palhaço!

  

design por Matheus Dias