Gabriel de Azevedo disse:

Um elefante incomoda muita gente - capítulo II

Eu até tentei resistir, mas confesso que não consegui, por isso estou aqui, a comentar mais um dos artigos do jornalista José de Souza Castro. Desta vez me debruço sobre o texto “Um elefante incomoda muita gente”, publicado no blog do professor Fernando Massote – é claro! - e reproduzido pelo Observatório da Imprensa.
Em seu artigo, o jornalista consegue enxergar na construção da Cidade Administrativa pelo governo de Minas uma ação similar apenas à construção de um hotel no interior do Estado ou a uma indústria cervejeira em beirada de rodovia. O projeto é tratado assim, de passagem, no mesmo nível e grau de importância. Respeito a opinião do jornalista, mas discordo profundamente desta visão, a meu juízo, absolutamente estreita.

Já está mais do que claro que qualquer debate mais profundo sobre a construção da Cidade Administrativa não pode mais ser dissociado de alguns pontos muito importantes para a Região Metropolitana de Belo Horizonte: o desenvolvimento econômico e social do Vetor Norte da cidade, a economia de recursos públicos e o aumento da eficiência da maquina administrativa estadual concentrada em só local.

E está claro também que não se trata mais de um projeto. Além da Cidade Administrativa, os investimentos em infra-estrutura realizados pelo governo mineiro, como a duplicação da Avenida Antônio Carlos, a Linha Verde e a revitalização e retomada do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, já estão atraindo investimentos significativos, como indústrias, hotéis e empreendimentos imobiliários.

Belo Horizonte e Minas assistem à mais profunda transformação econômica e social da Capital registrada nos últimos cinqüenta anos. Estes projetos em nada lembram os elefantes convocados por José de Castro, na verdade eles mostram o vigor de uma política de desenvolvimento social e econômico como pouco se viu em nosso Estado.

postado em 31/08/2009 as 19:59

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