Aécio agradece os internautas!25/12/2009 as 11:49 Sem comentários » |
Freud explica (ou Freud explica? ou Será que Freud explica? ou José de Castro e o Estado de Minas)Sigmund Freud já se foi há mais de 70 anos, mas, na condição de “pai da psicanálise”, continua sendo invocado feito um santo padroeiro para explicar aqueles meandros da mente humana que escapam aos princípios da lógica. Um desses desafios é entender a fixação – ou obsessão ou mania – que o jornalista José de Souza Castro tem com o jornal “Estado de Minas” e com o governador tucano Aécio Neves. Ambos são temas recorrentes nos artigos que Castro escreve e publica em sites diversos na internet. Seria mais facilmente compreensível a insistência se ambos, jornal e governador, fossem objeto de estudo sistemático, mas não parece ser o caso. Em seu artigo mais recente, intitulado “Aécio de barbas de molho” e disponível no portal da NovaE, Castro se dedica a listar declarações elogiosas de Aécio ao Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Novidade não há já que as declarações foram públicas e estão disponíveis, como aponta o próprio jornalista, na agencia de notícias do Governo de Minas. Mas, como se sabe, Arruda anda pela bola sete com o vendaval de denúncias de corrupção que irromperam a partir da mais recente operação da Policia Federal. E a intenção de Castro, obviamente, é transformar os elogios de Aécio à administração de Arruda em uma aprovação tácita a tudo que Demista andou aprontando com panetones e caixas de campanha. 25/12/2009 as 11:45 Sem comentários » |
Manhattan Connection - Programa de 20/12/200924/12/2009 as 10:09 Sem comentários » |
Carta de Aécio aos companheiros do PSDBBelo Horizonte, 17 de dezembro de 2009. Presidente Sérgio Guerra, Companheiros do PSDB, Há alguns meses, estimulado por inúmeros companheiros e importantes lideranças da nossa sociedade, aceitei colocar meu nome à disposição do nosso partido como pré-candidato à Presidência da República. Como parte desse processo, defendi a realização de prévias e encontros regionais que pudessem levar o PSDB a fortalecer a sua identidade e integridade partidárias. Assim o fiz, alimentado pela crença na necessidade e possibilidade de construirmos um novo projeto para o país e um novo projeto de País. Defendi as prévias como importante processo de revitalização da nossa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão. Ainda assim, acredito que teria sido uma extraordinária oportunidade de aprofundar o debate interno, criar um sentido novo de solidariedade, comprometimento e mobilização, que nos seriam fundamentais nas circunstâncias políticas que marcarão as eleições do ano que vem. A realização dos encontros regionais foi uma importante conquista desse processo. O reencontro e a retomada do diálogo com a nossa militância, em diversas cidades e regiões brasileiras, representaram os nossos mais valiosos momentos. A eles se somaram outros encontros, também sinalizadores dos nossos sonhos, com trabalhadores, empresários e outros setores da nossa sociedade. Ouvindo-os e debatendo, confirmei a percepção de um País maduro para vivenciar um novo ciclo de sua história. Pronto para conquistar uma inédita e necessária convergência nacional em torno dos enormes desafios que distanciam nossas regiões umas das outras, e em torno das grandes tarefas que temos o dever de cumprir e que perpassam governos e diferentes gerações de brasileiros. Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte de 2010. E as declarações de líderes de diversos partidos nacionais demonstraram que esse era um caminho possível, inclusive para algumas importantes legendas fora do nosso campo. Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o “nós e eles”, que tanto atraso tem legado ao País. Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam. O que me propunha tentar oferecer de novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele… Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições. Quando, em 28 de outubro, sinalizei o final do ano como último prazo para algumas decisões, simplesmente constatava que, a partir deste momento, o quadro eleitoral estaria começando a avançar em um ritmo e direção próprios, e a minha participação não poderia mais colaborar para a ampla convergência que buscava construir. Durante todo esse período, atuei no sentido de buscar o fortalecimento do PSDB. Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar, com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira. Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010. No curso dessa jornada, mantive intactos e jamais me descuidei dos grandes compromissos que assumi com Minas, razão e causa a que tenho dedicado toda minha vida pública. Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro. Independente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil. É meu compromisso levar adiante a defesa intransigente das reformas e inovações que juntos realizamos em Minas e que entendemos como um caminho possível também para o País. Continuarei defendendo as reformas constitucionais e da gestão pública, aguardadas há décadas; a refundação do pacto federativo, com justa distribuição de direitos e deveres; e a transformação das políticas públicas essenciais, como saúde, educação e segurança, em políticas de Estado, acima, portanto, do interesse dos governos e dos partidos. Devo aqui muitos agradecimentos públicos. À direção do meu partido e, em especial, ao senador Sérgio Guerra pelo equilíbrio e firmeza com que vem conduzindo esse processo. Aos companheiros do PSDB, pelas inúmeras demonstrações de apoio e confiança. Manifesto a minha renovada disposição de estar ao lado de todos e de cada um que julgar que a minha presença política possa contribuir, seja no plano nacional ou nos planos estaduais, para a defesa das nossas bandeiras. Aos líderes de outras legendas partidárias, pela coragem com que emprestaram substantivo apoio não só ao meu nome, mas às novas propostas e crenças que defendemos nesse período. Nos reencontraremos no futuro. A tantos brasileiros, pelo respeito com que receberam nossas idéias. E a Minas, sempre a Minas e aos mineiros, pela incomparável solidariedade. Aécio Neves 17/12/2009 as 15:10 2 comentários » |
Aécio Neves: o brasileiro do ano de 2009 pela revista IstoÉBoa parte do mundo definirá 2009 como um ano que não deixará saudades. O Brasil, não. Aqui, os 12 meses que chegam ao fim podem ser reverenciados no futuro como os da afirmação definitiva do País como uma força global. Octávio Costa e Sérgio Pardellas Com mais de 90% de aprovação, o governador de Minas Gerais inova em seu modelo de gestão, arruma as finanças do Estado e desponta como alternativa do PSDB à Presidência da República em 2010. ![]() Aécio Neves Assim que entra no carro, Aécio Neves bate a mão direita nos sapatos para tirar a poeira, abundante nas obras do complexo administrativo que seis mil operários constroem no extremo norte de Belo Horizonte (MG). Ao circular pela Linha Verde, a via expressa que liga a futura sede do governo ao centro da capital mineira, o governador acompanha com atenção a passagem de cada viaduto. Pouco antes, no canteiro de obras, ele recebera familiares de 13 escritores e poetas mineiros cujos nomes agora batizam os elevados. Numa iniciativa que transforma a Linha Verde em uma espécie de estrada literária, um trecho da obra de cada autor está gravado em pilastra embaixo do viaduto. “Todos os caminhos circulam em demanda da Liberdade”, diz o totem em homenagem à poetisa e ensaísta Henriqueta Lisboa (1901-1985). Nesse momento, Aécio confirma a impressão que tivera alguns viadutos antes: o tamanho acanhado das letras dificulta a leitura da mensagem. “Tem de mudar. A ideia é que as pessoas sejam envolvidas pela literatura”, comenta. Um assessor esclarece que as inscrições são provisórias. “Mas, se não mudar logo, o provisório vira definitivo”, afirma o governador. ![]() Com a irmã Andrea, parceira desde a infância ![]() Ao lado do avô Tancredo, que o levou para a política A cena reflete o estilo Aécio de tirar da frente os problemas, sejam eles grandes ou pequenos. Ousado e agregador, ele tem índice de popularidade superior a 90%, de acordo com o Vox Populi. É o Brasileiro do Ano de ISTOÉ na categoria Política por consolidar o sucesso de seu método de gestão e apresentar-se como alternativa pós-Lula no cenário nacional. Em Minas Gerais, só depois de sanear as finanças estaduais, Aécio colocou em execução o sonho de transferir toda a máquina direta do Estado para a chamada Cidade Administrativa. Resgatou assim um movimento começado nos anos 1940 pelo então prefeito Juscelino Kubitschek (1902-1976), que descolou o eixo de desenvolvimento de Belo Horizonte para o norte ao criar o conjunto arquitetônico da Pampulha. Com projeto de Oscar Niemeyer, o mesmo arquiteto que idealizou a Pampulha, Aécio está levantando em uma área de 804 mil metros quadrados um complexo capaz de concentrar 16 mil funcionários, 18 secretarias e 25 órgãos públicos, além da sede do governo. “Estamos levando a cidade para onde ela tem de crescer”, diz o governador. São, no total, cinco edifícios, incluindo um centro de convivência e um auditório para 500 pessoas cujo traçado lembra o da Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, uma das maiores referências da arquitetura moderna brasileira. Em dois edifícios de 15 andares cada um serão alojados as secretarias e órgãos estaduais, hoje espalhados por 53 prédios. Aécio não esconde o entusiasmo ao falar sobre o complexo, em especial sobre o Palácio Tiradentes, de onde planeja despachar ainda no primeiro trimestre de 2010. No térreo do prédio, foi criado um vão de 147 metros de comprimento, duas vezes mais extenso do que o do Museu de Arte Moderna de São Paulo. “É o maior vão livre de concreto do mundo”, compara o governador. Embora grandioso, o complexo não onerou em nenhum centavo o Tesouro do Estado. Com orçamento estimado em R$ 1,2 bilhão, as obras são bancadas pela Codemig, a estatal abastecida pelos royalties das empresas de mineração. E vai representar uma economia anual de R$ 85 milhões aos cofres públicos, devido ao corte de despesas atualmente feitas com aluguéis, transporte e telefonia. Aos 49 anos, Aécio inspira-se no avô, mas imprimiu estilo próprio à política O governador, no entanto, resiste à ideia de que a Cidade Administrativa será o grande marco de seus dois mandatos, iniciados em janeiro de 2003. Para ele, os principais feitos do período são a reorganização das finanças do Estado e a recuperação da autoestima dos mineiros. “Posso falar com a boca cheia. Minas mudou”, diz Aécio. Ao dar um panorama da guinada, ele lembra que no primeiro ano de governo teve R$ 3,6 bilhões para investimento. Em 2009, esse valor saltou para R$ 11 bilhões. A mudança deve-se a uma política batizada como Choque de Gestão, que sanou as finanças e, na sequência, modernizou a máquina do Estado. “Hoje há uma gestão de resultados em todas as áreas do governo”, esclarece Renata Vilhena, secretária de Planejamento. “Todo ano, assinamos com o governador as metas a serem alcançadas.” O acordo de resultados é repassado em cadeia, com metas distribuídas para todas as equipes da engrenagem estadual. Assim, o funcionário que atua no atendimento à mulher em período pré-natal, por exemplo, sabe o impacto do trabalho na redução do índice de mortalidade. O desempenho das equipes pode ser acompanhado por painéis de controle com luzes. “Todos se enxergam dentro das metas”, afirma Renata. De dois em dois meses, o vice-governador, Antonio Anastasia, reúne o secretariado para analisar o desempenho dos diversos setores da administração e, quando necessário, ajudar a definir estratégias. ![]() "Não é conversa de mineiro. Estou apresentando uma proposta para o partido com muita sinceridade" Aécio Neves O resultado do trabalho afeta o bolso dos funcionários públicos. Em outubro, foram distribuídos cerca de R$ 300 milhões de bônus entre aqueles que cumpriram as metas. É o segundo ano consecutivo que o governo mineiro atua de forma similar à de muitas empresas privadas. Só que, em vez de lucros, distribui bônus. Com a engrenagem girando sem atritos, o governador é dono de uma agenda atribulada, mas não deixa de aproveitar a vida. Aos 49 anos, solteiro, ele responde com bom humor às críticas de que viaja demais para o Rio de Janeiro, onde nasceu e vive sua filha, Gabriela, 17 anos. “Os mineiros não reclamam”, ressalta o governador. “Eles me reelegeram com quase 80% dos votos válidos.” Natural de Belo Horizonte, Aécio mudou-se aos 11 anos para o Rio com os pais, o deputado Aécio Ferreira da Cunha e Maria Inês, a filha mais velha de Tancredo Neves. Só deixou o apartamento da família aos 22 anos, quando o avô materno convocou-o para participar da campanha ao governo de Minas. Eleito Tancredo, Aécio tornou-se seu secretário particular e não saiu mais da política. Por quatro mandatos consecutivos foi deputado federal, sendo eleito presidente da Câmara em 2000. Apesar de escaldado pelos bastidores da política, fica emocionado diante da lembrança de que em 2010 serão completados 25 anos da morte de Tancredo. Depois de um momento em silêncio, lembra outra data: “É também o centenário do nascimento de Tancredo.” ![]() O governador nas obras da futura sede do governo 2010 também tem tudo para marcar a trajetória de Aécio, potencial candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. “Presidência é destino”, diz, repetindo uma frase cunhada pelo avô. Ainda assim, Aécio deseja que o partido defina logo quem será o candidato tucano à Presidência. Caso o prazo se estenda, prefere concentrar-se na administração do Estado e, em março, começar a campanha para o Senado. Seu principal concorrente na disputa tucana, o governador de São Paulo, José Serra, defende a ideia de que a escolha do candidato seja feita apenas em março. “Não é conversa de mineiro não. Estou apresentando uma proposta para o partido com muita sinceridade”, comenta Aécio. “Não seria nenhuma frustração me candidatar ao Senado.” Seja qual for a decisão do PSDB, quando passar o governo para o vice Anastasia, Aécio poderá se orgulhar de ter deixado Minas nos trilhos. 5/12/2009 as 17:27 Sem comentários » |




